Tratamento

 

  Conhecer o perfil do dependente químico que busca auxílio em unidade de recuperação é importante para a elaboração de estratégias de tratamento buscando a integração desses indivíduos à família e a sociedade.  A falta de acolhimento e isolamento imposto pela família e pela sociedade faz com que o dependente químico deixe de procurar atendimento. 
O tratamento consiste em identificar defeitos de carater que levaram ao uso de droga e se manter em abstinência.  Baseado também na metodologia de 12 passos de Alcoólicos Anônimos (AA) e Narcóticos Anônimos (NA), no qual o residente é o principal responsável por seu processo de recuperação.

 

Dependência de drogas – Sintomas

 

A dependência química está classificada entre os transtornos psiquiátricos, sendo considerada uma doença crônica que pode ser tratada e controlada simultaneamente como doença e como problema social.
 leva a pessoa a uma progressiva mudança de comportamento, gerando uma adaptação a doença, a fim de proteger o uso da droga. Ela é caracterizada como progressiva, incurável, mas tratável, apesar de problemas significativos para o dependente. É uma doença de evolução própria, que pode levar à insanidade, prisão, morte ou ao tratamento.
   “Antes de descobrir nas drogas a fonte ideal de alívio necessário à sensação de desconforto que o persegue, o dependente químico pode ter experimentado e frequentemente abusado de comida, televisão, SEXO, TRABALHO,PERIGO, JOGO,ESPORTES, RELIGIÃO, MEDITAÇÃO, etc. No caso dos dependentes químicos, essas dependências foram insuficientes para manter sua necessidade de alívio". 
   Os dependentes químicos apresentam comportamentos com características próprias entre estas, se destacam:
 

  Onipotência: 

O indivíduo acredita estar sempre no controle;
    Megalomania: 
Tendência exagerada a crer na possibilidade de realizar um intento visualizando sempre o resultado;
   
Manipulação:
Mentalidade de que tudo se faz pela realização de seus desejos, principalmente pela obtenção e uso de substâncias psicoativas;
   
Obsessão:
 Atitudes insanas pelo desejo de consumir drogas;
   
Compulsão: 
Atitudes desconexas, incoerentes com a realidade provocadas pelo desejo intenso e necessidade de continuar a consumir a substância;
   
Ansiedade: 
Necessidade constante da realização dos desejos;
   
Apatia: 
Falta de empenho para a realização de objetivos e metas;
   
Autossuficiência: 
Mecanismo de defesa usado para afastar da consciência os sentimentos de inadequação social gerando uma falsa sensação de domínio;
   
Autopiedade: 
Um tipo específico de manipulação que o dependente usa para conseguir realizar algum propósito;
   
Comportamentos antissociais: 
Repertório comportamental gerado pela instabilidade emocional que o indivíduo desenvolve sem estabelecer vínculos tendo sua imagem marginalizada pelo meio social;
   
Paranoia: 
Desconfiança e suspeita exagerada de pessoas ou objetos, de maneira que qualquer manifestação comportamental de outras pessoas é tida como intencional ou malévola.

 

É comum que aconteçam nas famílias com dependentes químicos brigas, separações, uma vez que o usuário sob o efeito da droga, tem o pensamento somente voltado ao uso e obtenção da droga, o que traz perdas significativas na vida deste, como: perda do emprego, bens, prejuízos para a saúde e quebra de relacionamento com a família. Por este motivo o apoio da família é fundamental para a adesão do tratamento da dependência química por parte do usuário.